Seca-da-mangueira ou Mal-do-Recife

DICAS AGROECOLÓGICAS

Esta doença pode provocar a morte de mudas, plantas em desenvolvimento ou adultas, sendo considerada, portanto, uma das mais graves da mangueira. A seca-da-mangueira foi constatada pela primeira vez em 1940, em Jardinópolis, São Paulo, porém acredita-se que nessa época já ocorria no Recife, de onde ganhou o nome de mal-do-Recife. A doença na cultura da mangueira é específica do Brasil, mas o fungo causa sintomas similares em outras culturas na África do Sul, Austrália, Canadá, China, Colômbia, Estados Unidos, Guatemala, Haiti, Índia, Nova Zelândia, Papua-Nova Guiné, Porto Rico, Trinidad e Tobago e Venezuela, entre outros.
Ceratocystis fimbriata ataca, além da mangueira, outras plantas hospedeiras, como abacate, ameixa, batata-doce, cacau, café, cássia fístula, cássia negra, coco, crotalária, figo, fumo, guandu, mamona, pêssego, seringueira e muitas outras.

Danos: O sintoma típico da doença na mangueira é a seca progressiva da planta, que pode ser uma morte descendente ou ascendente dependendo se a infecção foi originada na copa ou nas raízes, respectivamente. O fungo chega aos galhos através do besouro Hypocryphalus mangiferae (broca-da-mangueira), apresentando sintomas de amarelecimento, murcha e seca; a infecção avança em direção ao tronco e infecta todo o ramo, matando-o e se disseminando para os ramos vizinhos. A casca do ramo se torna escura e exsuda goma pelos orifícios abertos pela broca.
Quando a infecção atinge o tronco, dissemina-se para todas as ramificações, causando a morte de todos os ramos e finalmente da planta completa. Ao se fazer um corte transversal ou longitudinal no ramo, observam-se manchas azuladas ou marrons nos tecidos da madeira. A infecção origina-se a partir do inóculo presente no solo, invade o sistema radicular e avança lentamente para a parte aérea, isto acontece sem que nenhum sintoma externo seja observado, podendo demorar vários anos para atingir as bifurcações. A partir desse momento, a doença avança rapidamente, observando-se a seca dos ramos e a morte da planta. A madeira do tronco apresenta os mesmos sintomas que os ramos, e também produz exsudação de goma.

Controle:
Para a cultura da mangueira - Existem cultivares resistentes a algumas raças de C. fimbriata, daí poderem ser usados como porta-enxertos em algumas regiões com sucesso e falharem em outras. A medida mais sensata é a exclusão, que impede a entrada da doença em áreas isentas através de mudas provenientes de regiões onde a doença está presente. Deve-se realizar inspeções freqüentes nos pomares com o objetivo de detectar sintomas suspeitos e adotar as medidas de controle imediatamente. Na detecção de infecção originada no solo, a planta deve ser erradicada, retirando todas as raízes do solo e queimando-as imediatamente; o solo de onde foi eliminada a planta deve ser tratado com cal, deve-se suspender a irrigação, e manté-lo limpo e livre de qualquer tipo de vegetação por vários anos (o período ainda não determinado). Nas infecções aéreas, os galhos devem ser cortados uns 40 cm ou mais abaixo dos sintomas visíveis e retirados do campo e queimados imediatamente para evitar a saída dos besouros que poderiam infectar outras plantas; os ferimentos dos cortes devem se protegidos com pinceladas de pasta cúprica, e as ferramentas devem ser desinfetadas com água sanitária a 2%. Todos os resíduos de material vegetal procedente das podas ou do capinado devem ser retirados do campo e queimados.

Fonte:
https://www.agrolink.com.br/problemas/seca-da-mangueira_1592.html

Outras Notícias

EM SINTONIA COM A NATUREZA

No programa de amanhã (21/09), a convidada Cristiane Pankararu, mestre em Antropologia e doutoranda em Antropologia...

NAC NOTÍCIA

OS IMPACTOS DA IMPLANTAÇÃO DE UMA CENTRAL NUCLEAR NOS SERTÕES DE PERNAMBUCO 16 DE SETEMBRO ÀS 19H ACESSO NO LIN...