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QUE BICHO É ESSE?

CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS ABELHAS, E DIFERENÇAS ENTRE ABELHAS NATIVAS E EXÓTICA

Por André Pimentel

As abelhas são insetos parentes das vespas e das formigas. Elas vivem em todas as partes do mundo, exceto na Antártica. Existem mais de 20 mil espécies de abelhas. As mais conhecidas são as abelhas melíferas (isto é, que produzem mel) e as mamangavas.

Uma abelha adulta varia de tamanho e a maior parte das abelhas é preta, muitas vezes com listras amarelas ou marrons. Seu corpo, pequeno e duro, é coberto de pelos e tem, como todo inseto, seis patas. As abelhas têm duas asas, cinco olhos e partes da boca que atuam como uma longa língua. As fêmeas têm ferrão e podem picar, mas os machos, não.

As abelhas, como os demais insetos, apresentam um esqueleto externo chamado exoesqueleto. Constituído de quitina, o exoesqueleto fornece proteção para os órgãos internos e sustentação para os músculos, além de proteger o inseto contra a perda de água. O corpo é dividido em três partes: cabeça, tórax e abdômen. As abelhas conseguem seu alimento nas flores. Esse alimento consiste em um líquido açucarado chamado néctar e em um pó chamado pólen. As abelhas transformam o néctar em mel. Elas alimentam as crias com mel e com pólen. Ao passar de uma flor para outra, as abelhas espalham um pouco de pólen, cumprindo uma tarefa muito importante para a natureza. Quando o pólen de uma flor entra em outra da mesma espécie, a planta que recebeu o pólen consegue formar sementes, que gerarão novas plantas e, assim, novas flores.

A polinização é necessária para o crescimento de muitos tipos de frutas e hortaliças. Em alguns locais, agricultores “alugam” abelhas e as mantêm em sua propriedade temporariamente para que elas realizem a polinização dos cultivos.

A maior parte das abelhas vive em pequenas famílias, mas há algumas que vivem em grupos grandes e organizados. Nessa categoria de abelhas sociais estão as melíferas e alguns mamangas.

Apresentam três tipos morfológicos: Rainha, Operárias e Zangão.

Rainha

A função da rainha na colmeia é reprodutiva, ela passa a vida na colmeia colocando ovos que se transformarão nas futuras abelhas operárias, zangões ou novas rainhas. A abelha que é escolhida para ser rainha é alimentada a vida toda com geleia real, um tipo especial de alimento produzido na colmeia que nutre e possibilita a rainha a fertilidade para produzir óvulos e colocar os ovos. Quando a futura rainha atinge a “adolescência” sai para o voo nupcial, encontra-se com o zangão e copula. Após a cópula retorna à colmeia e começa a postura de ovos.

Zangão

Assim como a abelha rainha, a função do zangão (que é o macho) é reprodutiva. Ele realiza o voo nupcial, fecunda a abelha rainha e em algumas espécies, morre após a cópula ou é abandonado pela colônia de abelhas por não ter mais “utilidade”.

Operárias

São abelhas estéreis que executam funções diversas dentro da colmeia. Algumas são responsáveis pela alimentação da rainha, larvas e zangão. Outras cuidam para que a estrutura da colmeia seja mantida fazendo reparos nas células, limpando a colmeia e construindo novas células para guardar mel ou abrigar os ovos postos pela rainha. Além das funções internas, as operárias guardam a entrada da colmeia e outras saem para visitar as flores de plantas onde procuram néctar e pólen.

MORFOLOGIA

O corpo das abelhas é dividido em três partes: cabeça, tórax e abdômen. A seguir, serão descritas resumidamente cada uma dessas partes, destacando-se aquelas que apresentam maior importância para o desempenho das diversas atividades.

Cabeça

Na cabeça, estão localizados os olhos - simples e compostos - as antenas, o aparelho bucal e, internamente, as glândulas. Os olhos compostos estão localizados na parte lateral da cabeça, cujo número de omatídeos varia de acordo com a casta, sendo bem mais numerosos nos zangões do que em operárias e rainhas (Dade, 1994). Os zangões apresentam 13.000 omatídeos, as operárias cerca de 6.500 e a rainha, 3.000. As abelhas não conseguem perceber a cor vermelha, mas podem perceber ultravioleta, azul-violeta, azul, verde, amarelo e laranja (Nogueira e Couto, 2002).

Os olhos simples ou ocelos, em número de três, localizam-se na região frontal da cabeça formando um triângulo. As antenas, em número de duas, são localizadas na parte frontal mediana da cabeça. O olfato é realizado por meio das cavidades olfativas, que existem em número bastante superior nos zangões, quando comparados com as operárias e rainhas. Isso se deve à necessidade que os zangões têm de perceber o odor da rainha durante o vôo nupcial. Estes apresentam cerca de 30.000 cavidades olfativas, as operárias de 4.000 a 6.000 e a rainha cerca de 3.000. O aparelho bucal é composto por duas mandíbulas e a língua ou glossa. As mandíbulas são estruturas fortes, utilizadas para cortar e manipular cera, própolis e pólen. Servem também para alimentar as larvas, limpar os favos, retirar abelhas mortas do interior da colméia e na defesa.

A língua é uma peça bastante flexível, coberta de pêlos, utilizada na coleta e transferência de alimento, na desidratação do néctar e na evaporação da água quando se torna necessário controlar a temperatura da colméia.

Tórax

É formado por três segmentos: o primeiro ligado à cabeça chama- se Protórax: a mediana Mesotórax e o terceiro ligado ao abdômen Metatórax. No tórax destacam-se os órgãos locomotores - pernas e asas e a presença de grande quantidade de pelos, que possuem importante função na fixação dos grãos de pólen quando as abelhas entram em contato com as flores (Nogueira Couto & Couto, 2002). As pernas posteriores das operárias são adaptadas para o transporte de pólen e resinas. Para isso, possuem cavidades chamadas corbículas, nas quais são depositadas as cargas de pólen ou resinas para serem transportadas até a colmeia. Além da função de locomoção, as pernas auxiliam também na manipulação da cera e própolis, na limpeza das antenas, das asas e do corpo e no agrupamento das abelhas quando formam "cachos".

Abdômen

O abdômen é formado por segmentos unidos por membranas bastante flexíveis que facilitam o movimento. Nesta parte do corpo, encontram-se órgãos do aparelho digestivo, circulatório, reprodutor, excretor, órgãos de defesa e glândulas produtoras de cera. No final do abdômen, encontra-se o órgão de defesa das abelhas - o ferrão - presente apenas nas operárias e rainhas. O ferrão é constituído por um estilete usado na perfuração e duas lancetas que possuem farpas que prendem o ferrão na superfície ferroada, dificultando sua retirada. O ferrão é ligado a uma pequena bolsa onde o veneno fica armazenado. Essas estruturas são movidas por músculos que auxiliam na introdução do ferrão e injeção do veneno. As contrações musculares da bolsa de veneno permitem que o veneno continue sendo injetado mesmo depois da saída da abelha. Desse modo, quanto mais depressa o ferrão for removido, menor será a quantidade de veneno injetada. Como, na maioria das vezes, o ferrão fica preso na superfície picada, quando a abelha tenta voar ou sair do local após a ferroada, ocorre uma ruptura de seu abdome e consequente morte. Nas abelhas nativas o ferrão é atrofiado.

BIOLOGIA DAS ABELHAS

As abelhas apresentam castas de indivíduos: rainha, operárias e zangões, nas nativas podemos encontrar ainda as princesas e soldados. Todas essas castas passam por fases (ovo/larva/pupa/adulto) para atingir a forma adulta. Esse período de desenvolvimento é definido como ciclo evolutivo.

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