Dicas Agroecológicas com Prof. Walter Santos

CALDA DE FUMO

O Programa vai ao ar à 1h, com reprise às 13h

A utilização da calda de fumo como defensivo natural ocorreu pela primeira vez em 1690 na França sob a forma de lavagem de fumo; entretanto, o alcalóide puro foi isolado pela primeira vez somente no século XIX.
A nicotina é a principal substância com capacidade inseticida extraída do fumo. Ela é neurotóxica pois afeta os receptores da acetilcolina, o principal neurotransmissor excitatório no sistema nervoso central dos insetos, causando superagitação e levando-os a morte por colapso nervoso.
Ocorre em mais de 15 espécies do gênero Nicotiana (família Solanaceae), havendo também a presença dessa substância em algumas outras plantas, sendo obtida principalmente das espécies N. tabacum e N. rústica. Nas folhas dessas plantas, a riqueza de alcalóide cresce da região baixeira para os ponteiros e, numa mesma folha, o teor de nicotina cresce da base para a ponta e da nervura principal para os bordos.
Quando purificada a nicotina é muito tóxica para os mamíferos e pode ser absorvida por via oral ou pela pele. Os sintomas de envenenamento aparecem muito rapidamente e compreendem dor de cabeça, náusea, vômitos, visão e audição perturbadas, confusão mental, respiração rápida, prostração, convulsão e morte.
Possui rápida volatilização (em 24 horas já não se encontra mais o produto no ambiente) e, por isso, é pouco tóxica às plantas.
Existem uma série de vantagens e desvantagens advindas do uso da calda de fumo. Como vantagens: degradação rápida e ação efetiva. Em contrapartida as desvantagens são: toxicidade a organismos não alvo e a possibilidade de contaminação da calda por agrotóxicos utilizados nas plantações de fumo.

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