Professor Walter Santos

Dicas Agroecológicas

O Programa, desta semana, apresenta o primeiro episódio da série sobre os defensivos naturais que será conduzido pelo professor Walter Santos da UAST - UFRPE. Vai ao ar à 1h, com reprise às 13h.


DEFENSIVOS NATURAIS

A utilização do controle químico para a redução populacional de insetos-pragas é uma das práticas mais utilizadas pelos agricultores. Este tipo de controle, na maioria das vezes, tem grande credibilidade, pois as pessoas visualizam no momento de aplicação o seu efeito mortal sobre os insetos. No entanto, este tipo de controle nem sempre é eficiente e, além disso, apresenta muitas desvantagens como presença de resíduos nos alimentos, destruição de inimigos naturais, intoxicação de aplicadores, aparecimento de populações de pragas resistentes aos inseticidas, entre outros efeitos diretos e indiretos.

Como alternativa para diminuir a aplicação de agrotóxicos, renasce a utilização dos defensivos naturais que são compostos ou substâncias provenientes de origem animal, vegetal, microbiológica e mineral, menos agressivos ao homem, aos animais e ao ambiente. Por isso, os extratos de plantas inseticidas surgem como objeto de pesquisa, e vêm sendo estudados como alternativa no manejo integrado de pragas. Não podemos deixar de citar os produtos de origem animal como leite cru e urina de vaca.

Os defensivos naturais apresentam algumas vantagens sobre os agrotóxicos, tais como: oferecer novos compostos que as pragas ainda não podem inativar; menos concentrados e portanto, potencialmente menos tóxicos do que compostos puros; biodegradação rápida e múltiplos modos de ação, tornando possível um amplo espectro de uso enquanto retêm uma ação seletiva dentro de cada classe de praga; baixa fitotoxidade uma vez que afetam menos o metabolismo das plantas e são derivados de recursos renováveis, muitas vezes estão disponíveis na propriedade ou região onde será utilizado.

No entanto, os produtos naturais apresentam algumas desvantagens: o baixo efeito residual, que apontava à necessidade de várias aplicações em períodos curtos; e menor controle imediato das pragas e doenças pela baixa concentração do princípio ativo; às variações na eficiência de controle, devido à diferença na concentração do ingrediente ativo (substância tóxica) entre plantas; e a indisponibilidade da matéria prima ao longo do ano, quando os extratos são retirados das flores, sementes e frutos.

Algumas plantas devem ser evitadas na produção de defensivos naturais, embora elas sejam plantas inseticidas, mas os compostos presentes nelas são muito tóxicas ao homem, como é o caso da mamona, comigo-ninguém-pode, cabacinha e calda de fumo.

Apesar da baixa toxicidade da maioria dos defensivos naturais, os agricultores devem tomar cuidado na hora de manusear, preparar e aplicar tais produtos. A utilização dos equipamentos de proteção individual (EPI) é fundamental para evitar problema de saúde, pois não se sabe o efeito que essas substância poderiam causar ao homem.

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