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População ainda desconhece malefícios dos alimentos ultraprocessados

O professor José Eli da Veiga considera “impressionante” o nível de rejeição da população brasileira, que é de 89%, às indústrias de agrotóxicos. Já em relação à indústria do tabaco, “85% têm horror”. Outros 71% abominam a indústria do álcool (como bebida). Contudo, o colunista destaca que há desconhecimento de boa parte da população sobre os malefícios causados pelos alimentos ultraprocessados. “Somente 63% dizem ter problemas com as indústrias que fabricam esses produtos”, diz Eli da Veiga.

Os dados são de uma pesquisa do Datafolha, encomendada pela ONG de promoção da saúde ACT – Aliança de Controle do Tabagismo. “Se a pesquisa não tivesse a assinatura do Datafolha, confesso que desconfiaria dos resultados”, ressalta o colunista. Ele enfatiza que os números não combinam com as pesquisas eleitorais e contrastam com a atual composição do Congresso, cuja maioria apoia as indústrias que fabricam agrotóxicos, tabaco, álcool e alimentos ultraprocessados. “A bancada ruralista tem a metade dos deputados”, lembra Eli da Veiga. Outra surpresa do colunista foi a falta de destaque dada à pesquisa veiculada no caderno Cotidiano do jornal, no dia 22 de setembro último. Na edição digital, segundo o professor, é possível ler “algo mais detalhado”.

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