Anater inicia 2017 com nova direção e garante avanços

Crédito da fotografia:
Paulo H Carvalho / Ascom Sead

O ano de 2017 garante avanços na Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), que inicia o ano sob nova direção. Com a missão de ampliar os instrumentos que fortalecem a agricultura familiar, quem assume a presidência é o extensionista mineiro Valmisoney Moreira Jardim. Ele é graduado em Direito, técnico em Agropecuária e se especializou em Extensão Rural e Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral. Desde 1998, Valmisoney Jardim é servidor de carreira da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) e ocupou cargos de gestor público.
Formar técnicos para levar Ater qualificada ao campo, melhorar a produção e a renda, e promover o desenvolvimento sustentável estão entre as atribuições da Agência, que foi instituída em 2014, sob a forma de serviço social autônomo, como pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos, de interesse coletivo e de utilidade pública.

O que é ser presidente da Anater?

A Anater tem um papel muito importante, que é estruturar e qualificar os serviços de assistência técnica e extensão rural, um desejo muito antigo. Trabalhar com essa missão significa possibilitar que o agricultor tenha uma renda até quatro vezes maior. Vamos levar dignidade e desenvolvimento para as famílias.

Qual o maior desafio nesse trabalho?

Contribuir de forma acertada para universalizar esse serviço, ou seja, levar Ater a todas as pessoas que precisem, principalmente às famílias que vivem em locais de difícil acesso. Muitas vezes o extensionista é a primeira e a última esperança dessas pessoas. A gente vai fazer isso com parcerias, por exemplo com a Sead, com quem temos um contrato de gestão. Nossa meta para 2019 é atender 400 mil famílias, mas nossa expectativa é ampliar significativamente esse número.

O que foi realizado no primeiro mês de trabalho, desde a posse como presidente?

Estamos estruturando a Anater para que de fato ela possa funcionar. Fizemos o resgate institucional com os parceiros, formamos uma boa equipe técnica com o propósito de fazer uma Ater diferenciada, reunindo todas as iniciativas que deram certo. Então, já elaboramos o instrumento específico de contratação com as empresas públicas de Ater, o plano de formação do extensionista e o plano de capacitação dos agricultores familiares. “Arrumamos a casa” para sairmos a campo e levar os recursos de assistência técnica e extensão rural para todos os estados.

Qual a primeira grande ação?

Está preparado o projeto piloto que vai testar as ferramentas da Anater com a formação de mil agentes de Ater para atender dez mil famílias do semiárido. A proposta é operacionalizar junto ao agricultor familiar a partir do próximo mês. É um trabalho que logo deve ser ampliado para atender, em parceria com outros projetos, 70 mil famílias. À medida que a Anater começar a caminhar nos estados, será cada vez mais potencializada e vai atingir o objetivo pelo qual foi criada.

Qual a expectativa para 2017?

Como extensionista, tenho consciência da responsabilidade pela frente e a expectativa é a melhor possível. Assumo com a responsabilidade de tirar a Anater do papel, de efetivar sua finalidade de reorganizar o sistema de assistência técnica e extensão rural brasileiro, permitindo que seja desenvolvido em todo o país uma prestação de serviço abrangente e de qualidade.

Fernanda Lisboa
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário
Assessoria de Comunicação
Contatos: (61) 2020-0128 / 0127 e imprensa@mda.gov.br


Nome do entrevistado:
Valmisoney Moreira Jardim

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